Minha experiência escolhendo Economia: desafios da graduação, mercado de trabalho e dicas para quem quer cursar Ciências Econômicas.

Porque escolhi o curso de economia – Será que vale a pena?

Por que escolhi a graduação em Ciências Econômicas: minha experiência

Vou fazer esta análise baseada na minha experiência, e isso pode não corresponder a uma verdade absoluta.

Como comecei a pensar na escolha do curso

Durante o ensino médio, eu tinha muita dúvida sobre o curso que ia escolher, como grande parte das pessoas. Sabia que não queria a área da saúde, pois odeio hospital, cheiro de hospital, sangue etc. Então, já descartei os cursos universitários que seguem essa linha.

Sou péssimo em exatas e nunca me imaginei estudando cálculo pesado, então também não optei por cursos muito ligados a essa área. Outra coisa com que não me identificava muito era lecionar, pois tenho problema de comunicação verbal. Perto de outras pessoas, eu falo muito errado, e minha fonética não é uma das melhores.

Com o tempo, fui afunilando as opções de graduação que eu poderia fazer. Desde criança, me interesso por culturas diversas. Meu sonho era morar fora do Brasil e ter uma condição de vida melhor. Muitas pessoas falaram para eu colocar o pé no chão e não viver de ilusões.

Mas eu não sigo e nem ligo para opiniões limitantes de pessoas que não conseguem o sucesso e tentam impedir o sucesso dos outros. Acredito que cada um tem o poder de direcionar a própria vida e de atrair o que deseja.

As primeiras opções antes de escolher Economia

Gosto de idiomas, mesmo não falando nenhuma língua estrangeira fluentemente, então tentei focar minha carreira a partir daí. Pensei em Turismo, Comércio Exterior e Relações Internacionais.

Também gosto muito de gestão. A partir disso, surgiram opções como Administração, Finanças e Economia. Outra área pela qual sou apaixonado é publicidade, então pesquisei sobre audiovisual, marketing e assuntos relacionados.

Turismo eu já desisti, pois vi que não era muito o meu perfil, e os salários também não me atraíram muito. Li muitos fóruns, e alunos de Comércio Exterior e Relações Internacionais diziam que tinham dificuldade para encontrar emprego, pois as empresas preferiam quem era formado em Direito. Não sei como é o mercado ao certo nesses cursos, mas fiquei com medo e desanimado. Mais para frente, quem sabe, eu tente me arriscar mais para esse lado.

As áreas de publicidade me interessam muito, mas o mercado é incerto. Além disso, eu não tinha aquela popularidade para arriscar trabalhar com vídeos, fotos, ensaios e propagandas logo no começo de carreira. Por isso, estou fazendo isso de forma amadora para adquirir experiência prática primeiro.

Bom, vamos às minhas últimas opções: Ciências Econômicas e Finanças. Administração já descartei de primeira mão, porque queria algo diferente. Não gosto de fazer as coisas que todo mundo faz. Nada contra os administradores, apenas queria algo mais “exótico”.

Por que escolhi o curso de Economia

Minha família não tinha uma condição financeira boa para pagar uma universidade particular. A minha opção era a universidade pública. Nas federais, se não me engano, só havia uma opção de graduação em Finanças, e era bem longe de onde eu morava.

A opção que me restou foi Economia. Vi vídeos e relatos sobre a profissão e gostei muito. Claro que existem aquelas pessoas negativas que falam que fazer Economia foi a pior decisão da vida delas, pois não havia emprego e o curso era muito teórico e pouco prático.

Sinceramente, visei muito o lado financeiro. Pesquisando na internet, vi que existem empresas que pagam muito bem aos profissionais formados em Economia. Foi um choque comparar os comentários negativos com as oportunidades que eu visualizei.

Então fiz o vestibular da UFES e o ENEM. Primeiro saiu o resultado do ENEM, e eu tinha passado na UFU, a Universidade Federal de Uberlândia. Depois saiu o resultado da UFES e, para minha surpresa, eu também tinha passado. Fui muito mal em algumas questões do vestibular, mas consegui nota suficiente.

Meus primeiros dias na faculdade de Economia

Nos primeiros dias de aula, teve apresentação de ex-alunos bem-sucedidos. Acho que eles queriam nos impressionar. Acho não, tenho certeza.

Um já era rico e ficou mais rico ainda. Outro era pobre e depois conseguiu fazer carreira. Também houve uma conversa com os professores nesses primeiros momentos.

O centro acadêmico fez uma dinâmica e separou a sala em três grupos: alguns seriam os pobres, outros a classe média e outros os ricos. Eu fiquei na classe baixa, e a veterana perguntou por que existiam pessoas pobres.

Aí eu falei que parte da pobreza era ocasionada por pessoas que têm filhos sem condições. Teve gente que ficou p*ta comigo, e alguns devem estar até hoje. Depois ela perguntou se pobre não podia ter filhos. Eu falei que a pessoa tinha que focar na carreira e nos estudos primeiro.

Mais tarde, descobri que a maior parte das universidades federais no Brasil tem um cunho ideológico mais de esquerda. Eles devem ter pensado que eu era de extrema-direita ou algo do tipo.

Como é o curso de Economia

Vamos para a parte principal. Contei como cheguei até a minha escolha, e agora vou falar um pouco sobre o curso para quem estiver interessado. Talvez outros alunos que fazem Economia tenham outra opinião.

Economia é um curso em que o aluno precisa aprender a dominar vários assuntos, como sociologia, política, legislação, exatas e história. Então, se você não gostar de um aspecto, vai ter outro que pode te animar.

Eu disse que não gostava de exatas, mas imaginei: “Ah, é um curso de Economia, deve ter mais matemática financeira e não aquelas fórmulas complicadas”. Me ferrei bonitamente. Dependendo da faculdade, há matérias iguais ou bem parecidas com o conteúdo de engenharia.

Eu me vi em um desafio: será que vou conseguir? Estava desesperado e desesperei todo mundo. Minha primeira professora da área de exatas era uma russa que mal falava português, mas o lado positivo é que ela passava o conteúdo igual ao do livro, então dava para se virar.

O que faz um economista

Esqueci de falar para vocês o que um economista faz. De forma simples, o economista é o profissional que estuda, analisa e ajuda a entender a produção, a distribuição e o uso dos recursos na sociedade.

Temos uma quantidade de recursos escassos pelo planeta e, pelo pensamento mais tradicional da Economia, a utilidade desses recursos precisa ser maximizada. A água, por exemplo, antes não era considerada um bem econômico em certos contextos, pois bastava retirar da natureza. Porém, ela está se tornando cada vez mais um bem econômico, já que precisa passar por processos industriais, químicos e logísticos para ser utilizada com qualidade.

O lado positivo é que um economista pode trabalhar na indústria, no varejo, no sistema financeiro, na área acadêmica e também pode focar em empreendedorismo.

As dificuldades da graduação em Ciências Econômicas

Voltando ao assunto das matérias, eu ainda tenho muita dificuldade na área de exatas. Reprovei em Matemática B, que é parecida com Cálculo II, só um pouco mais simplificada. Mesmo assim, agora não vejo como algo impossível de aprender. Aos poucos, vou ultrapassando minhas dificuldades.

Na parte mais de humanas, é preciso ler muito. Não é pegar um textinho e ler. Alguns livros são enormes e precisam de uma habilidade avançada em interpretação. É mais raro, mas conheço pessoas que reprovaram por não conseguirem interpretar os textos.

Se a pessoa é preguiçosa para ler, vai ser obrigada a deixar de ser.

Resumindo: tem que ser bom em exatas e em humanas ao mesmo tempo.

Mercado de trabalho para quem faz Economia

Uma dúvida muito comum é sobre o mercado de trabalho. Como em qualquer área, o mercado é bastante competitivo, e em Economia não é diferente.

Uma vez ouvi a seguinte frase: “Enquanto uns choram, outros vendem os lenços”. Não é só a graduação que vai dar a formação necessária para ter uma boa colocação profissional. Tem gente que empurra tudo com a barriga e acha que, quando se formar, já vai ter um megaemprego.

Seja esperto. Dentro da universidade, já comece a fazer contatos. Até eu, que sou péssimo para fazer amizades, já dei alguns passos. Entre em uma ONG, grupos de pesquisa, grupos de conjuntura e projetos do tipo. Assim, você sai da universidade com experiência.

Como qualquer outra profissão, também é importante se preparar além da sala de aula.

A importância dos idiomas para o economista

Tem que saber idiomas estrangeiros.

Hoje em dia, é quase obrigatório estudar outra língua. Os maiores salários exigem que você saiba pelo menos inglês ou espanhol. Na minha visão, o idioma mais importante para a Economia é o inglês, até porque a Inglaterra teve grande importância na formação da economia política clássica.

Isso se soma ao fato de que grandes economias desenvolvidas usam o inglês como língua materna ou secundária. Também há vários autores importantes da França e da Alemanha.

Para quem é mais de esquerda, pode ser interessante saber alemão, russo e mandarim para ter conhecimentos mais sólidos em algumas correntes de pensamento. Aos reclamões: se o indivíduo não participa de nada dentro da faculdade ou universidade e não sabe nem o básico de outro idioma, aí fica difícil.

Informática e tecnologia na carreira de Economia

Outra habilidade que indico é informática. Como a pessoa quer ser economista se não sabe fazer um infográfico, uma planilha no Excel ou puxar dados direto da fonte?

Os mais velhos eu até entendo que tenham mais dificuldades. Tem professor que nem sabe ligar o projetor. Porém, quanto mais o tempo passa, mais importante fica saber lidar com tecnologia. Quem não acompanha isso pode ter mais dificuldade no mercado de trabalho.

Para quem eu recomendo o curso de Economia

Para finalizar, vou falar para quem eu recomendo e não recomendo o curso de Economia.

Recomendado

Recomendo o curso de Ciências Econômicas para quem quer sair da zona de conforto e se desafiar a aprender vários assuntos diferentes.

Também pode ser uma boa opção para alguém que quer entender melhor como o mundo funciona a partir da intervenção humana sobre seu espaço. Pessoas curiosas, que querem saber como as sociedades se organizam, podem se identificar bastante com a graduação.

O curso também ajuda a entender certos padrões humanos e a se surpreender com teorias que deixam de ser validadas em determinadas circunstâncias.

Não recomendado

Não recomendo o curso para quem não se interessa por um lado mais social, pois o foco é a sociedade ou parte dela.

Pessoas que têm uma carga horária muito puxada também podem ter dificuldade. Se você fizer Economia em uma instituição boa, tenho certeza de que talvez não consiga estagiar ou trabalhar por um tempo, a menos que tenha uma habilidade incrível de aprender muito rápido fórmulas complicadas e textos gigantescos.

Também acho complicado para quem tem 101% de convicção de que não consegue estudar exatas. Mesmo assim, se a pessoa terminou o ensino médio, alguma coisa ela aprendeu.

Conclusão: vale a pena fazer Economia?

O texto ficou grande, mas eu queria passar esta experiência para quem pensa em fazer Economia, Ciências Econômicas ou ainda está em dúvida sobre qual curso escolher.

A graduação pode ser difícil, principalmente por misturar exatas, humanas, leitura, interpretação, política, história e mercado de trabalho. Mesmo assim, para quem gosta de entender como a sociedade funciona e quer desenvolver uma visão mais ampla sobre o mundo, pode ser uma escolha muito interessante.

Qualquer dúvida é só perguntar.

Atualizações da minha vida anos depois de formado em Economia

Em 2026, anos depois de formado, consigo olhar para trás com mais maturidade e refletir melhor sobre a minha escolha pelo curso de Economia. Quando escrevi esse texto original, eu era bem jovem, estava no segundo ano de Ciências Econômicas e tinha 19 anos. Agora, com 28, chegando perto dos 30, posso compartilhar alguns insights sobre coisas que eu faria diferente.

Se você quer começar Economia, é calouro no curso ou ainda está em dúvida se vale a pena fazer Ciências Econômicas, siga essas dicas com atenção.

O que percebi depois de cursar Economia

Muitas pessoas da minha sala desistiram do curso. Formaram cerca de 30%, o que foi até uma porcentagem alta, pois teve ano em que menos gente ainda conseguiu concluir a graduação. Acredito que existia uma pressão no departamento de Economia da UFES para formar um pouco mais de estudantes, já que é muito dinheiro público investido para formar menos gente do que se conta nos dedos das mãos.

Para quem é pobre e precisa trabalhar, o curso pode ser muito difícil. Economia exige bastante dedicação, principalmente se você quiser ter bons resultados acadêmicos. A menos que você seja ultra-inteligente e consiga dar conta de várias coisas complexas ao mesmo tempo, conciliar trabalho, faculdade, leituras e provas pode ser muito pesado.

Teve gente na minha sala que conseguiu fazer isso muito bem. Porém, a maioria dos estudantes está em uma curva parecida com a minha, ou seja, vai sentir dificuldade em algum momento.

Concurso público durante a faculdade de Economia

Eu deveria ter ouvido a minha mãe e começado a fazer mais concursos públicos, mesmo que fossem apenas de nível médio. Pessoas ricas geralmente têm networking, contatos e mais oportunidades. Para quem é pobre, concurso público pode ser uma carta na manga, principalmente se você não mora no eixo Rio-São Paulo.

Então, se você está na graduação em Economia, tente conciliar a faculdade com estudos para concurso. Mesmo que seja apenas 30 minutos por dia, já pode fazer diferença no longo prazo. Uma ferramenta que você pode usar para memorizar conteúdos é o Memrise.

Na época, concurso público não era algo em que eu estava muito focado. Eu ainda tinha o sonho de trabalhar em uma grande multinacional, e a experiência que estava ganhando no estágio me dava esperança de conseguir algo dali para melhor.

Minha experiência com estágio, trabalho e desemprego

Eu estava em um estágio que pagava bem para a época e ainda ganhava um excelente ticket-alimentação. Depois, fui contratado como CLT, mas meu salário diminuiu muito após a contratação, tive menos vantagens e ainda precisava continuar estudando.

Tive muito azar. No mês em que eu estava me formando, em 2019, fui demitido da empresa. Houve uma demissão geral, e cortaram cerca de 20% a 30% do quadro de funcionários.

Além disso, logo depois começou a pandemia, o que dificultou muito a busca por emprego. Para mim foi pior ainda, pois tive que voltar para o interior, onde é mais difícil conseguir boas oportunidades profissionais.

Fiquei um ano e meio sem trabalho. Depois, fui para a área de educação, usei minhas disciplinas de Economia e consegui me formar mais rápido em licenciatura em Matemática.

Por que fui para a área de educação

Trabalhei como professor por algum tempo, mas quem já trabalhou em escola pública sabe como é desafiador. Fiz dois concursos da Secretaria de Educação do Espírito Santo: um para professor e outro para secretaria.

Passei nos dois, mas, para preservar minha saúde mental, decidi ir para a secretaria, mesmo ganhando menos. Como eu estava morando com minha mãe, consegui juntar dinheiro para aplicar para um MBA nos Estados Unidos e também continuar pensando em concursos no Brasil.

Eu estava me preparando para fazer o Concurso Nacional Unificado. Porém, aconteceu a tragédia do Rio Grande do Sul, a prova foi adiada e eu não consegui fazer mais, pois já estava com viagem marcada para os Estados Unidos.

Economia, MBA em Finanças e mercado de trabalho nos Estados Unidos

Em 2026, estou nos Estados Unidos trabalhando com treinamento de Inteligência Artificial em inglês e espanhol, sem relação direta com Economia. Também concluí um MBA em Finanças aqui.

Mesmo com essa formação, o mercado de trabalho está muito difícil. Como sou estrangeiro, existe a questão da xenofobia e do preconceito, o que pode dificultar ainda mais as coisas. Além disso, muitas empresas estão mais cautelosas para contratar por causa da Inteligência Artificial e das mudanças no mercado.

Foi nesse momento que tive um insight importante: eu não queria jogar fora todo o conhecimento que acumulei. As coisas sempre foram difíceis para mim, nada veio fácil. Agora, perto dos 30, em vez de esperar oportunidades, percebi que talvez seja melhor criar as minhas próprias oportunidades.

Por isso, decidi reviver este blog de Economia para compartilhar meu conhecimento, construir um portfólio profissional, ajudar estudantes e, pretendo, oferecer cursos, mentorias e consultorias. Eu sei do meu potencial e não posso ficar esperando pelos outros.

O que eu falaria para o meu eu do passado

Se eu pudesse conversar com o meu eu do passado, daria alguns conselhos que também podem ajudar quem está pensando em fazer Economia ou já está no curso.

Entrar no PET foi uma boa tentativa

Fiz certo ao tentar entrar no PET, o Programa de Educação Tutorial. Mesmo sendo rejeitado, considero um programa muito interessante para começar a desenvolver conteúdo acadêmico, participar de projetos e ganhar mais experiência dentro da universidade.

Link: https://www.gov.br/mec/pt-br/pet

AIESEC foi uma boa experiência, mas eu poderia ter sido mais estratégico

Fiz certo ao entrar na AIESEC, mas deveria ter sido mais estratégico e talvez entrado em outro momento da graduação. Eu teria feito mais networking e mantido contato com mais pessoas.

Mesmo assim, é importante lembrar que participar de eventos, socializar e se envolver mais profundamente nesse tipo de organização pode demandar tempo e dinheiro.

Eu deveria ter tentado entrar no CJA

Eu também deveria ter tentado entrar no CJA, os Consultores Juniores Associados. Conheço pessoas da minha sala que conseguiram sucesso e fizeram um bom networking por meio dessa experiência.

Link: https://divulgacaodaciencia.ufes.br/cja-consultores-juniores-associados

Meu estágio foi bom, mas teve impactos no longo prazo

Meu estágio foi muito bom, mas acabou me prejudicando profissionalmente no longo prazo. Fui trabalhar no setor de saneamento e, depois, surgiu uma oportunidade no setor bancário. Porém, já era tarde, pois eu tinha pegado a primeira oportunidade que apareceu.

Ainda assim, tentei de tudo o que aparecia: bancos, governo, empresas e outras possibilidades. Nesse ponto, acredito que fiz certo em buscar oportunidades.

Eu teria focado mais no inglês

Teria focado muito mais no inglês durante a graduação. Hoje sou quase fluente, mas deveria ter pegado mais pesado nesse ponto desde o começo do curso.

Para quem estuda Economia, o inglês é muito importante. Muitos materiais, artigos, livros, dados e pesquisas são melhores quando pesquisados nesse idioma.

Se você não tem networking, pense em concurso público

Se você não tem QI, ou seja, “quem indica”, talvez seja melhor focar em concurso durante a faculdade. Caso apareça um concurso de nível médio, faça também.

Mesmo que você ainda não esteja perto de se formar, vale a pena tentar concursos relacionados à área de Economia. Talvez, quando você concluir a graduação, exista uma chance de ser chamado e não ficar desempregado.

Evitar confronto com professor foi uma boa decisão

Acredito que fiz certo em não confrontar professores. Universidade federal pode ter muitas pessoas com o ego na lua, e o ambiente pode ser bem tóxico. Alguns professores podem se vingar de alunos que discordam de suas ideias.

Então, se você não consegue bancar as consequências, não invente confusão. Se eu tivesse dinheiro, talvez tivesse feito Economia em uma faculdade particular renomada.

Eu teria sido mais consistente criando conteúdo de Economia

Também teria continuado criando conteúdo de Economia com mais consistência. Na época, eu parei várias vezes, mas agora posso usar minha experiência acadêmica, profissional e pessoal para produzir conteúdo melhor.

Criar conteúdo pode ajudar a construir autoridade, fazer networking, montar portfólio e abrir portas para oportunidades que talvez não aparecessem de outra forma.

Vale a pena fazer Economia?

Essa é uma pergunta difícil. Fazer Economia pode valer a pena, mas depende muito do seu perfil, da sua realidade financeira, da sua cidade, da sua rede de contatos e da forma como você usa a graduação.

Se você apenas fizer as disciplinas e esperar o diploma resolver sua vida, provavelmente vai se frustrar. Agora, se você usar o curso para aprender idiomas, fazer networking, participar de projetos, estudar tecnologia, buscar estágios, tentar concursos e criar um portfólio, as chances podem melhorar bastante.

O curso de Economia me deu uma visão de mundo muito maior, mesmo que o caminho profissional não tenha sido fácil. Hoje, olhando para trás, vejo erros, acertos e muitas decisões que eu tomaria de outra forma.

Se você é aluno, desistiu do curso ou já atua na área, gostaria de ouvir seus insights, dicas e experiências. O que você pensa sobre fazer Economia? Faria algo diferente? O que fez certo?

Quero expandir esse tópico para ajudar mais pessoas a refletirem se vale a pena fazer Economia ou não.

Comments

  1. Gabriel Souza

    Ramon, primeiramente gostaria de agradecer imensamente pelo texto que você escreveu pois me ajudou bastante, já tem alguns anos que decidi cursar ciências econômicas e provavelmente vou iniciar no segundo semestre desse ano mas apesar de ter decidido a bastante tempo essa área, recentemente surgiram muitas duvidas, devido aos recentes acontecimentos no país e também por ouvir muitas pessoas dizerem que esse curso é ultrapassado ou coisas do tipo, sei que são apenas besteiras mas seria tolo se não ponderasse sobre isso, gosto bastante da área e sei que ela oferece um grande potencial para quem resolve trilhar esse caminho, gostaria de parabeniza-lo pelo texto bastante esclarecedor e agradecer por me passar informações que através das quais só reafirmaram minha vontade de continuar com esse objetivo obrigado.

    • Obrigado Gabriel por ter ajudado. Desculpe os erros de português, quando tiver um tempo, reviso o texto. Faça economia e não vai se arrepender, quem sabe se a gente não se encontre em algum congresso mais para frente.

  2. Carol Zita (leonabeodrakien)

    Não tem area de trabalho e compete no cursos fracos como ADM.

    att,
    Segundo anista de economia.

    • raychris

      Tem poucas vagas, mas em contrapartida são poucas pessoas que conseguem se formar. Na minha turma, por exemplo, entraram 50 pessoas, mas que continuam no curso são umas 20 e ainda vai desistir muita gente. E o padrão é esse. Economia não é curso acessível, a mensalidade de uma universidades particulares são bem elevadas. Tem áreas que só economista pode trabalhar, um administrador não. Eu vejo Economia como uma área bem promissora (para meus objetivos). Conheci muita gente que teve sucesso na profissão, obviamente é necessário esforço em qualquer área em que a pessoa for tentar. Tente encontrar algo que se alinha aos seus objetivos.

    • Tem poucas vagas, mas em contrapartida são poucas pessoas que conseguem se formar. Na minha turma, por exemplo, entraram 50 pessoas, mas que continuam no curso são umas 20 e ainda vai desistir muita gente. E o padrão é esse. Economia não é curso acessível, a mensalidade de uma universidades particulares são bem elevadas. Tem áreas que só economista pode trabalhar, um administrador não. Eu vejo Economia como uma área bem promissora (para meus objetivos). Conheci muita gente que teve sucesso na profissão, obviamente é necessário esforço em qualquer área em que a pessoa for tentar. Tente encontrar algo que se alinha aos seus objetivos.

  3. Leonardo Xavier

    Muito bom o texto, definitivamente vai ajudar na minha escolha.
    A muito tempo eu sei que o curso que mais me Interessa é psicologia. Porém eu não acho que tenho vocação pro trabalho e, na verdade, eu acho que nem gostaria de trabalhar como psicólogo, por isso eu decidi q eu iria me aproveitar da facilidade que eu tenho em na área de exatas. Procurei trabalhos nessa área pra ver se algum deles me interessava e a engenharia civil me pareceu a melhor opção na hora, fiz vestibular e comecei a cursar, só então me ocorreu que eu nem sequer cogitei economia, por isso seu texto foi tão importante. Eu ainda tô na fase de pesquisar sobre o curso pra ver se é o que eu quero mesmo, mas acho que tem mais a ver comigo do que a engenharia civil. Vou fazer o enem com economia em mente. Obrigado Ramon 🙂

    • Olá Leonardo. Economia como é uma ciência social, você verá mais o comportamento coletivo, já a psicologia foca o estudo no indivíduo. Se você gosta mais de exatas, acredito que a área que mais se encaixa no seu perfil é o mercado financeiro, para atuar neste setor vai ser importante saber a trabalhar e entender o Linux. Se puder, escolha uma grade voltada mais para Matemática e menos para História se tiver certeza que deseja se especializar mais em cálculo.

    • Olá Leonardo. Economia como é uma ciência social, você verá mais o comportamento coletivo, já a psicologia foca o estudo no indivíduo. Se você gosta mais de exatas, acredito que a área que mais se encaixa no seu perfil é o mercado financeiro, para atuar neste setor vai ser importante saber a trabalhar e entender o Linux. Se puder, escolha uma grade voltada mais para Matemática e menos para História se tiver certeza que deseja se especializar mais em cálculo.

  4. Lucio Lana

    Ótimo texto! Estou atualmente cursando engenharia mecânica, porém, no final das contas não é a área de trabalho que eu sempre sonhei. A maioria das oportunidades de emprego me limitam a uma planilha de excel! Recentemente resolvi tentar outro curso que me proporcionasse algo mais dinâmico, e como sempre gostei das areas de política, direito e economia, comecei a pesquisar sobre as possíveis graduações e agora estou em dúvida entre ciências contábeis e ciências economicas. Se vê muito na internet sobre a escassez de empregos para economistas, mas ao mesmo tempo a profissão de contador me parece muito banal. Algum conselho? Abraços

    • Olá Lucio (é sem acento mesmo?).
      Quem é formado em alguma área de exatas em geral, tem muito menos dificuldade em fazer Contabilidade e Economia.
      Eu já fiz algumas matérias na contabilidade, então acredito que posso te ajudar. Ciências contábeis realmente tem muito mais oportunidades, só que é um curso que no geral te prende mais no escritório. Você disse que quer fugir de Excel, mas contabilidade vai te prender muito mais no Excel do que engenharia, principalmente se for na área de custos e auditoria. Na UFES acontece uma situação muito chata, os professores passam tabelas que deveriam ser feitas no Excel para fazer na mão, que é algo que se torna muito chato. Se você não tem muita paciência, procure uma instituição com professores mais “modernos” que usam mais tecnologias. Pois se for fazer graduação de contábeis para fazer tudo na mão, com o tempo sinto que as pessoas desanimam.
      Na Economia não usamos muitas tabelas que nem contabilidade, fazemos mais cálculo para tendências. De certo modo olhamos para os dados do passado e com vários instrumentos matemáticos podemos ver a probabilidade de risco, qual que pode ser o retorno de lucros e tarefas do tipo. Se deseja focar no sistema financeiro, economia é a melhor opção para você. O mercado financeiro prefere engenheiros, matemáticos, físicos e astrônomos do que economistas, pois o foco é criar fórmulas para maximizar o preço das ações e atividades que vão mais para esse ramo. A missão é criar fórmulas que conseguem ligar como que um terremoto a uma traição de um famoso afetam os resultados de um determinada empresa ou conjunto de empresas. Essa área é um pouco louca, pois mexe com bases de notícias (que normalmente são manipuladas pelas maiores empresas de mídia) e resultados das empresas que devem se tornar fórmulas matemáticas. Sei que tem vários profissionais russos e chineses que são os melhores nessa área de ganhos financeiros. Os EUA investem bastante em tecnologia para ter ganhos de overnight (mais para a área de TI).
      Se o seu foco é ficar no Brasil, fazer concurso público e ter mais oportunidades te aconselho a fazer Contabilidade. O conselho profisisonal deles é muito mais forte do que da Economia. Isso ocorre pois quem faz contabilidade se torna contador, quem faz Economia pode ser economista em si, ou ser empreendedor, gerir negócios de família, consultor e etc, então muita gente da Economia nem se afilia ao conselho.
      Economia é uma profissão muito mais valorizada em outros países que no Brasil. Pois é um curso que em alguns países só as pessoas mais ricas conseguem fazer. Então se deseja ter uma oportunidade melhor de sair do país, se arriscar mais, mas em compensação ter mais oportunidades em melhores vagas, Economia é melhor. Muitos dos meus professores estudaram na Europa, muitos decidem voltar por causa de família (se família não te prende, aí que aconselho fazer Economia).
      Direito é a nova administração, a concorrência em tudo é muito grande. Se desejar fazer este curso, viva e respire por ele se quiser se destacar.
      Vejo as três áreas da seguinte forma:
      Contabilidade: Pessoas que desejam mais segurança profissional, um perfil mais calmo.
      Economia: Pessoas mais ambiciosas, possuem mais desejo de mudar a sociedade ou sua própria vida.
      Direito: A maioria busca status, muitos querem poder como juiz (inacessível a 99,9% dos alunos), se não for funcionário público é recomendado ser uma pessoa popular.

      Espero ter te ajudado de alguma forma, qualquer informação adicional, só perguntar.

      • matheus carmine

        olá Ramon, meu adorei esse texto e este comentário eu estou passando mas ou menos por este dilema, fico entre economia e contábeis, atualmente faço engenharia de produção porem o curso nao me animou muito e nao era oq esperava, gosto muito desta parte de finanças e me vejo no futuro atuando em setores como bancos,consultorias,auditorias e escritórios seja na parte de investimentos,organização,planejamento,controle. Mas estou nesse empasse entre escolher o curso pois só tenho mais essa chance já que sou bolsista em faculdade particular então é como se fosse a decisão da minha vida, ultimamente tenho tido gosto por politica e assuntos de ações mesmo não tendo muita noção de tais assuntos, unico problema é que gosto de coisas na prática mas nada que nao se possa mudar ! quero tua ajuda economia ou contabilidade por este meu perfil ? desde já agradeço e muito sucesso em sua trajetória.

        • Olá Matheus, vou falar isso com base no que faria no seu lugar e no que vejo na experiência do dia a dia. Na minha turma entrou umas 50 pessoas, provavelmente vão se formar umas 15, no máximo 20 pessoas. Muita gente tem este dilema como você, falando que o curso não é o que esperava e vai pulando de curso em curso. Uma dica muito importante que vou te dar agora. Se aprende as coisas na prática, pensa a graduação como um lugar que te dá o raciocínio (vai ver como isso é muito importante). A nossa educação não é muito vinculada ao mercado de trabalho, por isso este descolamento, a maioria dos cursos são assim, são muito teóricos. Como engenheiro de produção, no mercado você pode trabalhar com investimentos, organização, planejamento e etc. A maioria das empresas veem engenheiros de produção, contadores, economistas e administradores como quase a mesma coisa. O que faz a diferença de fato são os seguintes pontos: idiomas, habilidade no Excel, as certificações que você tem e o que você fez na vida. Já vi muita gente sair de outros cursos e recomeçar na Economia e ter a mesma sensação que não foi produtivo. Se você tiver no primeiro ou segundo período, até pensaria em desistir caso engenharia estiver te massacrando, mas se passou dessa fase acredito que é melhor continuar. Depois você pode fazer uma pós em Economia ou fazer outra graduação e aproveitar algumas matérias. Para a maioria de nós, graduação não é o paraíso como pensamos, tem que ter paciência (a maioria não tem, pois desistem), confie, depois vem os frutos do esforço.

          • matheus carmine

            Muito obrigado Ramon, foi de grande ajuda teu feedback e esse texto, agradeço de coração e muito sucesso ! um abração.

  5. Jan

    Adorei o texto e me identifiquei muito, eu também estou cursando Ciências Econômicas e gosto muito da parte de cálculo e econometria, tenho mais dificuldade em estudar a parte histórica mas estou me esforçando para melhorar. Mas infelizmente na minha universidade os professores também não colaboram muito e deixam a rotina do aluno muito pesada principalmente para quem trabalha fica bastante puxado, pois exige muito tempo para treinar os cálculos e para as leituras imensas. Obs: Também sou dorameira e amooo a cultura asiática, espero muito ir para a Coreia um dia rsrsrs. Abraço!

    • Tenho mais facilidade em teoria econômica e história, e mais dificuldade em matemática e microeconomia. Que bom saber que não estou sozinho no mundo. Abraços Jan, tudo de bom para ti. <3

  6. Kienia Assumpção

    Oi, adorei seu texto. E vi que voce pensou em Comércio Exterior. Eu to no ano de vestibular e em duvida entre Comércio Exterior e Ciencias Economicas. Teve algum motivo pelo qual não fez Comercio Exterior ? Voce sabe algo sobre a area ? Me aconselha a ir para qual dos dois cursos ?

    • Oi Kienia, não optei Comércio Exterior por escassez de informação. Preferi fazer Economia por ser uma área mais ampla. Tente conhecer profissionais das duas áreas para ser mais fácil escolher sua graduação. Vá em feiras de profissão, isso ajuda muito.

  7. Erick Vinicius

    Olá, Ramon.
    Eu penso em fazer economia por gostar do tema, mas especialmente por que eu quero ter uma noção de mercado para saber administrar financeiramente uma pequena associação empresarial da qual faço parte.
    Recomenda?

    • No seu lugar eu faria técnico em finanças, Economia em universidade pública é mais acadêmico, mas tem particulares que tem um perfil mais financista.

  8. Mateus Duarte

    Ola…gostei do texto parabéns!! Você poderia me explicar se na área de economia existe bastante oportunidade para estágio, ou é dificil de conseguir até a conclusão do curso?

    • Olá, vou contar a minha experiência do início do curso até agora (estou na metade). É sempre bom estar atento em oportunidades na internet, aconselho muito a ter uma conta no IEL. Se estudar em uma universidade federal, pode tentar entrar no PET (se tiver), alguma bolsa de monitoria ou em alguma oportunidade que surgir na área administrativa, não sei como funciona em universidades particulares, mas para contratar alguém, a instituição deve preferir alguém do próprio local. Eu não podia me candidatar ao Bandes (Banco de desenvolvimento do Espírito Santo) por causa na minha nota, tente manter notas altas, alguns estágios pedem coeficiente. Já vi abri vagas para tribunais (os que lembro era o eleitoral e da justiça), não me candidatei porque estou estagiando. O governo do ES tem um programa de estágio chamado Jovens Valores, não sei como funciona em outros estados, fica atento nisso também. Me candidatei para o Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), fui até para a última fase, infelizmente não passei. Também fui para um processo seletivo do Santander, foi o mais tranquilo, os gestores analisaram a capacidade do candidato de vender, eu ali tinha a melhor qualificação, mas 80% dos outros candidatos falaram impecavelmente bem (sou péssimo orador) e tinham alguma experiência em banco ou comércio. Fiz prova online para uma empresa chamada Picpay, não li as instruções e não consegui terminar a prova, um amigo meu passou e o salário do estágio dessa empresa é bem alto. Tentei entrar na Apex, uma empresa de investimento, fui reprovado. Recentemente abriu vaga no Banco do Brasil.
      O importante é não desistir. Quem tem determinação consegue achar algo. Eu sou bem introvertido, então as coisas ficam um pouco mais difíceis. Mesmo tendo minhas limitações, eu consegui ser selecionado para ser monitor de uma matéria do curso, depois eu consegui um estágio numa empresa de Saneamento da cidade vizinha da minha.
      Dicas: Faça trabalhos acadêmicos com algum professor.
      Veja se na universidade tem CJA, AIESEC, PET, etc, tente entrar numa organização desse e dedique-se.
      Vá em cursos livres e palestras e conheça o território, Economia por ser uma área mais fechada, uma hora ou outra, você vai acabar vendo as mesmas pessoas.
      Sempre esteja olhando sites de negócios e educação, de vez em quando tem algumas postagens “Vagas para estagiários e trainees”.

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